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COMUNICAÇÃO

08/05/2026

Comitê do Rio Paranaíba compartilha experiências de governança e mobilização no Fórum Brasil das Águas

GERAL

Comitê do Rio Paranaíba compartilha experiências de governança e mobilização no Fórum Brasil das Águas

Convidado a compartilhar sua experiência em dois painéis da programação oficial, o Comitê do Rio Paranaíba levou à 3ª edição do Fórum Brasil das Águas contribuições sobre governança, comunicação e mobilização social na gestão dos recursos hídricos.

Parceiro do evento desde a primeira edição, o comitê também marcou presença na feira institucional do Fórum, em um espaço de troca de experiências, aprendizado técnico e articulação entre instituições ligadas à gestão das águas no Brasil.

No estande, além da programação planejada pelo Comitê do Rio Paranaíba, os visitantes puderam conhecer o Jogo do Enquadramento, iniciativa do IGAM Minas Gerais que atraiu profissionais interessados em discutir, de forma interativa, a importância do enquadramento dos corpos hídricos para o planejamento e a melhoria da qualidade da água.

A participação em dois painéis da programação oficial reforçou o reconhecimento da trajetória e da maturidade institucional do Comitê do Rio Paranaíba. As contribuições apresentadas abordaram temas centrais para a gestão hídrica: comunicação, mobilização, governança, articulação institucional e construção de soluções no território.

No painel “Da informação à ação: como mobilizar a sociedade pela água”, mediado por Priscilla Rocha, da SP Águas, o presidente do Comitê do Rio Paranaíba, João Ricardo Raiser, falou sobre como os Programas Estruturantes do CBH Paranaíba têm sido usados como vetores de integração, comunicação e mobilização.

A apresentação mostrou como os Programas Estruturantes têm ajudado a transformar informação técnica em agendas mais claras, integradas e mobilizadoras. João destacou que planos, diagnósticos, indicadores e deliberações são fundamentais para orientar a gestão, mas precisam ser traduzidos em linguagem acessível para gerar compreensão pública e participação social.

Segundo ele, os programas contribuem para organizar prioridades da bacia, conectar projetos, parceiros, investimentos e resultados esperados, além de facilitar o entendimento sobre o papel do comitê e sobre as formas de participação de cada ator.

“Os programas estruturantes contribuem para organizar agendas claras e mostrar onde cada ator pode contribuir dentro da gestão das águas”, afirmou João Ricardo Raiser.

A fala também destacou que nomes como Raízes, Origem, Fonte e Horizonte aproximam temas técnicos da linguagem pública, associando as agendas de revitalização da bacia, qualidade da água, disponibilidade hídrica, governança e planejamento a conceitos mais simples, reconhecíveis e conectados ao território.

Já no painel “Comitês de Bacia: Superação de Conflitos e desigualdades na Gestão dos Recursos Hídricos”, o vice-presidente do Comitê do Rio Paranaíba, Fábio Bakker, apresentou a experiência do comitê na construção de soluções por meio da governança.

Mediado por Humberto Cardoso Gonçalves, superintendente de Apoio ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, o painel reuniu representantes de comitês de bacia de diferentes regiões do Brasil para discutir mediação de conflitos, gestão compartilhada da água e articulação nos territórios.

Em sua participação, Fábio mostrou como o Comitê do Rio Paranaíba amadureceu sua forma de atuação ao longo dos anos. Segundo ele, a preocupação inicial com a boa execução dos recursos da cobrança pelo uso da água evoluiu para uma atuação mais estratégica, voltada à articulação institucional, à indução de investimentos e à mobilização de diferentes atores da bacia.

“Com o amadurecimento da gestão, o comitê percebeu que sua força não está na aplicação dos recursos, mas na capacidade de articular atores, construir confiança e criar condições para que mais soluções aconteçam no território”, afirmou Fábio Bakker.

Entre os exemplos apresentados, esteve o caso do Canal Santos Dumont, citado como um marco de aprendizado para o comitê por demonstrar que determinadas soluções, mesmo quando tecnicamente conhecidas, dependem de diálogo, pactuação e atuação integrada entre diferentes setores para se concretizar.

Ao reunir experiências de comunicação, mobilização e governança, a participação do Comitê do Rio Paranaíba no Fórum reforça uma compreensão que vem orientando sua atuação: a gestão das águas só se torna efetiva quando consegue aproximar planejamento, território e pessoas. Esse movimento expressa o amadurecimento de um comitê que, além de seu papel técnico e político, reconhece sua responsabilidade social de tornar a gestão hídrica mais compreensível, participativa e conectada à realidade da bacia.


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