17/03/2026
Revisão do Pirh Paranaíba avança com apresentações do GT Plano e Enquadramento nas plenárias dos afluentes
GERAL
Espaços nas pautas dos comitês afluentes apresentam o estágio dos estudos, as propostas de enquadramento dos rios e a construção preliminar do plano de ações e investimentos.
As plenárias dos comitês de bacias afluentes do Paranaíba têm reservado espaço em suas pautas para apresentações sobre o andamento da revisão do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paranaíba (Pirh Paranaíba).
Os encontros, conduzidos pelo Grupo de Trabalho Plano e Enquadramento, apresentam aos colegiados o status atual do processo de revisão, incluindo o estágio dos estudos, as propostas de enquadramento dos cursos d’água e a construção preliminar do plano de ações e investimentos.
A iniciativa integra o processo de revisão do Pirh, desenvolvido de forma articulada entre o CBH Paranaíba e os comitês afluentes da bacia, e busca ampliar o acesso às informações sobre o andamento dos estudos para que os membros dos colegiados possam acompanhar e contribuir com o processo.
Segundo Wilson Shimizu, coordenador do Grupo de Trabalho Plano e Enquadramento, a participação dos diferentes setores da sociedade é um elemento central para a construção das diretrizes que irão orientar a gestão das águas na bacia. “No processo de atualização do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paranaíba, é fundamental considerar a participação dos setores da sociedade para construir um pacto para a utilização da água”, afirma.
Durante as apresentações nas plenárias, o grupo de trabalho também detalha a articulação entre as ações do CBH Paranaíba e dos comitês afluentes, além das etapas previstas para a continuidade da revisão do plano.
Os programas e ações que irão compor o Pirh estão sendo organizados em quatro eixos estruturantes — Origem, Fonte, Raízes e Horizonte — que funcionam como guias para a estruturação das iniciativas voltadas à gestão dos recursos hídricos em toda a bacia.
Outro ponto apresentado nas reuniões é a proposta de enquadramento dos cursos d’água, instrumento que estabelece metas de qualidade para os diferentes trechos dos rios. De acordo com Shimizu, essa etapa exige uma análise criteriosa das demandas atuais e futuras pelo uso da água, buscando equilibrar a disponibilidade hídrica com as necessidades dos diversos setores usuários.
“Essa etapa é crucial porque estamos discutindo as alternativas do enquadramento dos cursos d’água em termos de qualidade e também elaborando o plano de ações do Plano de Recursos Hídricos”, explica.
Ao apresentar o andamento da revisão aos colegiados da bacia, o grupo de trabalho também reforça a importância da participação dos diferentes setores representados nos comitês afluentes para o aprimoramento das propostas em elaboração.
“Fazemos um chamamento para que todos os setores da sociedade participem do debate e apresentem suas expectativas e demandas para que possamos construir um pacto consistente para o uso das nossas águas”, destaca Shimizu.
A expectativa é que esse processo de diálogo com os comitês afluentes contribua para o aperfeiçoamento das propostas em construção e fortaleça o caráter participativo da revisão do Pirh Paranaíba, instrumento que orienta as estratégias de gestão e o planejamento do uso da água em todo o território da bacia.